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Abraão – ESTUDO UMA BÊNÇÃO PARA TODAS AS NAÇÕES

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Gênesis 18.17-21

Visto que Cristo é a semente de Abraão (Mt 1.1), a promessa feita
a esse patriarca foi cumprida de maneira particular nEle, pois Jesus
é o canal de todas as bênçãos.
Gostaria de usar um acróstico2 da palavra blessing [bênção], a
fim de ilustrar como podemos ser uma bênção para o próximo, ou o
tipo de pessoas que são bênção para os outros.

B. Blessed ones [abençoados].

esperança

Eu o tenho conhecido ou escolhido
(Gn 18.19). É impossível que sejamos uma bênção sem primeiro
sermos abençoados. Precisamos receber para dar; como na ocasião
em que os discípulos receberam o pão e o peixe das mãos de Cristo e,
então, distribuíram-nos para a multidão. Precisamos conhecer para
tornarmos conhecido; tal qual os apóstolos que, depois de terem visto
Cristo, o Ressurreto, puderam testificar Jesus e a Sua ressurreição.
Aqueles que tiveram um encontro com Cristo podem convidar outros
a se encontrarem com Ele; como a mulher samaritana, que convidou
os seus conterrâneos a conhecerem Jesus, com quem ela havia
conversado.

L. Living ones [vivos].

santidade sem a qual ninguém vera a Deus

Abraão foi um homem que entrou em
contato com o Deus vivo, recebendo, portanto, vida dEle, assim como
os galhos de uma árvore devem a sua sobrevivência e o seu bem-
-estar à árvore. Aqueles que recebem vida de Cristo (Jo 5.24), vivem
em Cristo (Rm 8.2), com Cristo (Gl 2.20) e O têm como sua Vida
são capazes de preservar a Palavra da Vida e levá-la a outros (Fp
2.16) para sua vivificação e bênção (Tg 1.18); como exemplificado por
Pedro no Dia de Pentecostes quando o Espírito Santo ministrou por
intermédio dele.

E. Empowered ones [revestidos].

 

Em Mateus 28.18-20, lemos que
Cristo detém todo o poder; portanto, Ele ordena que Seus discípulos
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ajam de acordo com as Suas instruções. Seus servos têm autoridade
apenas quando estão debaixo da autoridade dEle. O centurião disse
que era um homem sob autoridade; portanto, se dissesse a um
soldado vem, ele vinha, e a outro, vai, e ele iria (Mt 8.9). O centurião
tinha autoridade porque estava sujeito a ela. De modo semelhante,
somos recipientes do poder divino por obediência a Cristo, e como
Cristo, o Poder de Deus, vive em nós, temos poder sobre outros,
assim como um fio elétrico conduz eletricidade, se conectado com
um gerador.
S. Sent ones [enviados]. A ordem do Senhor Jesus aos Seus
discípulos foi: Ide. Quando o Senhor nos manda fazer algo, deve
haver obediência imediata e persistente (Jo 20.21).
S. Sanctified ones [santificados]. Os discípulos foram instruídos
a batizar em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O significado
espiritual desse batismo é que nos tornamos participantes de tudo o
que Deus, Jesus e o Consolador são. No Pai, entramos na Sua graça
e no Seu amor a fim de nos tornarmos amorosos e graciosos; no
Filho, a Sua liberdade nos torna livres, e a Sua vida nos energiza;
e, no Espírito Santo, a Sua santidade e o Seu poder tocam todas as
partes da nossa vida. A imersão na água era apenas uma ilustração
da verdade mais profunda da imersão nas bênçãos da graça do
Evangelho. Portanto, ela pressupõe que os enviados para batizar
conheciam o significado e o resultado prático da ordenança que
transmitiam aos outros.

I. Initiated ones [iniciados; Gn 18.17,18].

Decerto, aqueles que
temem o Senhor conhecem os Seus segredos (Sl 25.14). O Senhor Se
deleita em nos fazer conhecer os Seus caminhos se estivermos em
contato com Ele, assim como fez com Moisés (Sl 103.7). Foi a Daniel
que Deus revelou o sonho do rei e a sua interpretação. Os sábios da
Babilônia ficaram confusos, mas Daniel, o homem de Deus, tornou
conhecido o sonho esquecido (Dn 2). Foi José quem interpretou o
sonho de Faraó. Muitas ilustrações, nas Escrituras Sagradas,
provam que Deus só revela os mistérios do Reino e da Sua Palavra
ao Seu povo e àqueles que estão em comunhão com Ele (Mt 13.11; 1
Co 2.9-14), a fim de que possam proclamá-los a outros (1 Jo 1.1-3).
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 ESBOÇOS DE ESTUDOS BÍBLICOS

N. Nothings [nada].

Abraão confessou ser pó e cinza diante do
Senhor (Gn 18.27). É fácil dizermos que nada somos, mas conhecer,
de fato, essa realidade, é ser como Cristo, que a si mesmo se esvaziou
(Fp 2.7 – ARA). Note o desenvolvimento de Paulo na graça: menor
dos apóstolos (1 Co 15.9); menor de todos os santos (Ef 3.8 – ARA);
principal dos pecadores (1 Tm 1.15); nada (2 Co 12.11).

G. Godly ones [piedosos].

Aqueles que conhecem o Deus da bênção
por andarem em comunhão com Ele, conforme fez Enoque, certamente
abençoarão o próximo. Estar em contato com o Deus santo, por meio da
união com Ele, certamente fará com que a Sua santidade seja transmitida
a outros, do mesmo modo que a atmosfera transmite luz. Aqueles que
conhecem o Deus de amor, por agirem como Ele, têm o amor de Deus.
Certa vez, uma mulher colocou vários pães sob as vestes sujas
e rasgadas de uma jovem faminta que, admirada, perguntou-lhe:
“A senhora é a esposa de Deus?”. A jovem sabia que o Altíssimo a
amava e, ao pensar naquela ação piedosa, cogitou que aquela mulher
deveria ser próxima dEle. Não é o que dizemos, mas, sim, a maneira
como servimos que revela a nossa santidade.

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